sábado, 25 de junho de 2011

Noitada(s)


Tenho que me confessar.
A vida, nos últimos tempos, não tem sido nada fácil.
É o trabalho, são os putos a entrarem de férias e as saudades a apertar e a aumentar, é a incerteza do amanhã e a certeza do logo à noite. É todo um turbilhão de emoções que, por mais que queira conseguir, não sei gerir no imediato. Pelo menos da forma como gostaria.
No meio disto e por mais impressionante que seja, o que me tem ajudado são as noitadas. O andar de bar em bar, um copo aqui, dois copos ali, umas gargalhadas e mil dedos de conversa, o terminar a noite a dançar têm vindo a revelar-se como remédio não santo, mas embriagante.
Os copos que se bebem ajudam, não digo que não. Mas a consciência, essa maldita, que deveria adormecer no primeiro sorvo, fica acordada até ao último trago do último copo.
Sim, confesso que tenho apanhado umas tantas pseudo-bebedeiras. Pseudo por quê? Ora, porque apesar dos meus neurónios se cruzarem todos e as sinapses andarem todas avariadas, sei bem o que digo e mais, sei bem o que faço.
O único senão desta envolvência toda é talvez o que não se tem: a inconsciência da consciência.
Sim, porque o corpo cansa-se, fica dorido, mas todas as outras dores que se sentem não passam com uma boa noite de sono. Permanecem na manhã seguinte. E na seguinte...
Sim, sei que é confuso. Mas quem tem de perceber, percebe. E quem tem de sentir, também sente. E juro!!!!Não bebi nada hoje. Pelo menos ainda!!!!!
Ontem foi uma noite como tantas outras, à partida. Com excepção de um espanhol que decidiu chatear-me para dançar com ele e aceitar um copo pago por ele.
Mas, no meio dos holofotes, da música, das pessoas, dei por mim parada a olhar para uma imagem que a discoteca tinha numa das paredes. Porra, o que raio estaria a fazer?? Deveria continuar a dançar e a rir como até então.
Mas não... Foi aí que senti que andavas por perto.
Vi o teu cheiro em mim, o teu piscar de olhos tão subtilmente teu. E sei que o meu estado de boa disposição não apelava a meu favor, mas juro que te senti atrás de mim, sem me tocar, como tantas vezes fizeras, senti a tua respiração no meu cabelo e sem ver, vi o teu sorriso duplamente delicioso. Estagnei por minutos. Não sei se foram 2, 3, 4 ou mais. Sei que vi rostos e nenhum deles era o teu.
Onde andas tu, afinal?


Catarse feita. Venha o próximo delírio ou realidade!
Boas noitadas a todos!!!
A minha promete.

Um beijo
Rita

1 comentário:

  1. Rita de facto os copos... (grande amigo meu de muitas noitadas a fora) tem por vezes o efeito contraio ao desejado... em vez de deturpar os sentidos torna-os mais claros, dá vida às lembranças e desperta em nós, por vezes sentimentos que julgava-mos à muito enterrados!!!
    mas a vida tem destes pequenos delírios introspectivos e retrospectivos, que quase que saidos do nada nos dizem muito!!!
    Fica bem e muitas noitadas e copos!!!

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