Ela gosta dele. Muito. Nem ela própria percebe o quanto este muito poderá ser na realidade.
Sabe que foi apanhada desprevenida, na curva. E sem poder opinar, refilar ou pensar, foi abalroada por uma estufa de emoções quentinhas, prestes a rebentar no coração dela.
Não resistiu e deixou-se levar pela maré.
"Vamos ver no que dá" - pensou.
Meses mais tarde, os resultados estão à vista. O seu coração voltara a ter nome. Um nome que não o dela. Um nome que lhe devolveu o sorriso, o brilho nos olhos, a vontade de viver, de sentir, de amar. Do nada, voltou a acreditar. A acreditar que, afinal, tinha um coração. E mais... Esse coração batia.
Hoje sente-se uma criança a experimentar um sem número de episódios. Uma montanha russa de borboletas.
Independentemente do destino das borboletas, ela sabe que jamais será a miúda que outrora foi.
Porque afinal... Bom, afinal o Amor existe.
E eu estou a vivê-lo.
A cada segundo que passa.
Amo-te!
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