segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Comboio


A minha passagem pelo blogue não vai ser morosa, contudo prometo aos meus fieis leitores que, em breve, retrocederei e ficarei para um chá e para uns dedos de prosa.
O texto que vou escrever foi fruto de intenso tempo de meditação.
Introspecção para cá, introspecção para lá e eis que chego (mais uma vez!!!!) ao desfecho de que a existência é tal e qual uma viagem de comboio. Aviso aos tripulantes: quem diz de comboio, diz de barco, avião, táxi, etc.
Passamos a vida a chorar o que perdemos, o que nunca tivemos, o que não sabemos se vamos ter, o que não conseguimos, o que foi terminado... Enfim, é uma panóplia interminável. Absorvemos a energia toda em realidades que nos são/foram importantes mas esquecemos que a vida não acaba aí.
Sim, eu sei que no momento até pode parecer o fim do mundo e que tudo vai fenecer, que não vamos ter força para levantar a cabeça e seguir caminho, mas quando perdemos um comboio, passados momentos, temos logo outro! Até pode levar o seu tempo a chegar à estação... mas quando aparece, a tristeza que até então nos inundava, desaparece. E a viagem... a viagem será muito mais deliciosa.

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