sábado, 15 de fevereiro de 2014

Sem título.

Mais um sábado... mais uma semana extenuante... mais um turbilhão de emoções a percorrerem-me o corpo.
Estás, de novo, mais perto.
Dizes que és incapaz de te afastar, porém continuas proibido, inalcançável.
Há, em mim, um paradoxo de emoções: se por um lado já não és especial como foste, para mim, um dia, agora queres marcar presença num papel que já não mais te pertence.
Emenda: Um dia não, muitos dias.
Durante muitos dias pensei mais em ti do que em mim.
Durante muitos dias, fiz das tripas coração para te tentar dizer o quão significavas para mim.
Durante muitos dias escrevi, desenhei, cantei para que sentisses que era a ti que eu queria, que desejava inconscientemente e muito, muito conscientemente.
Durante muitos dias fechei os olhos ao futuro que se adivinhava e tentei pensar que talvez fosse possível.
Agora dizes-me que não acreditas no tempo. Pois eu é das poucas coisas em que acredito. Acredito que é esse tempo que me vai fazer esquecer-te, que acabará por apagar as memórias que tenho de ti e, principalmente, deste aperto que quase esmagam os ventriculos, impedindo o sangue de circular.
É por isso que estou fria, que me sinto fria.
É por isso que deixei de sentir.

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