Faz quase um ano que te foste embora. Partiste sem dizer nada. "É melhor afastarmo-nos", disseste-me tu.
E eu, com o meu orgulho ferido, respondi "Está bem!".
Vai, desaparece, leva as tuas coisas e morre longe. Não me vais fazer falta alguma. Nem sequer me vou lembrar que existes, seu filho da mãe, pensei.
É tão f***** quando nos tentamos enganar. Mas naquele momento que escapatória tinha? Chorar que nem uma perdida?Implorar para ficar, para me amar?? Não sou assim. Quer ir, vai. Está mal, mude-se, mas pelo menos tenha um mínimo de respeito e diga o porquê!!Custava assim tanto?
O pior desta m**** toda é que eu sempre sobre a razão deste porquê...
Passado este tempo todo, sinto a tua falta, apesar de não querer sentir.
Penso em ti, embora não queira pensar.
Estava aqui a ler artigos de atropinização e o caraças e lembrei-me de como querias que desse certo e, pior, sabias que daria certo. Mas fugiste. Por norma, sou eu que fujo, que viro costas e vou embora.
E no meio da terapêutica regeneradora das colinesterases, estou a ouvir uma porcaria de música que só me apetece dar marteladas no pc, a ver se ele se cala, mas que já a ouvi 5 vezes. Pimba, vou ouvir mais uma vez, para me martirizar.
Deixo-a aqui, no caso de alguém ser masoquista e querer flagelar-se emocionalmente.
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