Olá a todos.Depois de tantos meses em silêncio, eis-me de novo neste meu cantinho onde as palavras ganham asas e o que sinto relevo.
Hoje venho falar-vos de uma carta. Uma carta encontrada num livro, que permanecia guardado na estante, acumulando as marcas do tempo.
É uma carta de Amor. Pelo menos, quando foi escrita, assim foi sentida.
Não sei onde esta história teve início.
Não sei o dia ou tão pouco a semana. Quanto muito, sei que foi algures no mês de Abril, num ano quente. Muito quente!
Também não sei como se desenvolveu. Pensando bem, sei muito pouco e o pouco que sei não serve para contar uma linda história de "Era uma vez...".
Na confusão destes "Não Sei" todos, sei que comecei a sentir-me estranha. Os sintomas, que não passavam de umas borboletas na barriga, coração a palpitar, sorriso constante e sentir que algo me puxava para as nuvens marcavam a sua presença. As nuvens, essas, eram de algodão doce. Tal como eu imaginava que fossem os teus lábios.
Foi então que precisei de fugir.
Fugir para um mar que me desse uma resposta que tanto procurava. Perguntei-lhe. Nada me disse.
Desisti de perceber. Foi então que vi duas mãos: uma de um homem, outra de uma mulher. A do homem tinha desenhado um coração e uma flor. A dela nada tinha, a não ser três palavras: Gosto de ti!!.
Pergunto-me se aquelas mãos tão diferentes, se poderiam, algum dia, completar.
Pensei que talvez o "isto" fosse a mais pura expressão de simplesmente odiar-te. Também não sei se será.
Não sei o que sei.
Não sei o que sinto.
Sei, somente, como sinto.
Sinto que quando a lua, na mais bela noite, se reflecte na água, poderá ter algum sentido quando olho para ti.
Sinto que o por do sol será infinitamente mais belo se o ver a teu lado.
Sinto que quero andar nos cantos mais estranhos do mundo, se essa viagem for feita contigo.
Sei que quero pintar o que sinto com as cores do arco-íris, e se estas não chegarem, inventar novas cores.
As minhas certezas são muito poucas, eu sei.
Afinal, ainda não descobri a receita deste bolo, mas descobri que não sou perfeita.
Não sei se gostarás de mim com todas as minhas imperfeições. Mas, lembra-te que também não és perfeito e mesmo sem te ver, gosto de ti com todos os teus "mas" e "ses".
Quando, finalmente, consegui ver onde estava a ponta do novelo, senti que, talvez, pudesse estar acidentalmente apaixonada e a vontade, essa, era a de pegar na tua mão e correr para um campo de girassóis, onde o sol poderá espelhar tudo o que tenho cá dentro e não sei explicar-te por palavras.
Esta história chegou ao fim, como qualquer outra história.
Se pensarmos bem, tudo tem o seu início, meio e fim.
O importante é perceber que, por mais histórias que tenhamos na nossa vida, a história que virá amanhã será sempre melhor.
Um beijo
Rita
Para um romântico que não sou, ao ler este blog é impossível não vir ao cimo o sentimento.
ResponderEliminarCada artigo, cada história... uma experiência.
Beijo Rita.