
Olá a todos.
Sei que tenho andado calada, mas nem sempre a vontade de escrever ou imaginação me acompanha, daí só aparecer hoje.
Aos que me perguntam pelo final das histórias passadas que se ficaram pelas reticências, pois bem, terão de aguardar. Prometo que não me esqueci. :)
No outro dia estava sentada à espera do metro, quando me pus a mirar em redor.
Vi muitas pessoas. Umas sozinhas, outras acompanhadas, mas houve algo que me estimulou a atenção: um casal de amantes.
Bom, à partida nada de especial. Vemos casaizinhos de mãos dadas todos os dias.
Às tantas, fiquei ausente a olhar para esse tal casal do metro e dei comigo a pensar nessa “coisa” a que resolveram apelidar de Amor.
Se há coisa a que não podemos fugir ou esconder é ao Amor.
Ele apanha-nos!!! Quer estejamos em Lisboa, Porto, Faro, Madrid, Paris ou algures no fim-do-mundo. Podemos mudar de visual, emagrecer, engordar, pintar o cabelo de louro, ruivo ou às bolinhas que não há volta a dar. E mesmo que não queiramos que ele nos incomode, pimba, lá está ele no virar da esquina, no café onde vamos uma vez ou outra, naquele restaurante onde tanto gostamos de ir, no autocarro, na faculdade, no local de trabalho, na discoteca, na internet ou tão simplesmente no banco de um jardim.
Mas afinal, o que é que esta coisa de Amor? Será possível não se amar? Só amamos uma vez na vida??
Foram muitas as pessoas que o tentaram definir. Poetas, escritores, pintores, cantores, pessoas que não estão ligadas às artes e, sejamos sinceros, quem de nós nunca parou para tentar perceber o que é o Amor?!!!
O ser humano tem uma necessidade íntima de alcunhar tudo, de dar nome às coisas. É quase como que um armazém de logística. Encaixotamos, catalogamos e está feito!!!
Tudo tem de ser perceptível para nós. Não gostamos de não saber e não perceber nada! O desconhecido é como que uma ameaça. “O quê? Eu não perceber o que é isto que estou a sentir??? Nem pensar!!!!!!”.
Pelo mundo inteiro existem psicólogos, sociólogos, antropólogos, bioquímicos, matemáticos e muitos outros que não faço ideia, que fazem estudos e estudos sobre este tema. Ora publicam que o Amor resulta da libertação de endorfinas e mais não sei o quê, ora que o Amor é como que uma justificação para a reprodução da espécie, ora que existem vários tipos de Amor, que por sua vez tem várias fases.
Estudar o que não é possível de ser estudado é uma canseira dos diabos!!!!
Ah e antes que algum cientista leia esta singela reflexão e que entre a disparar com a sua shotgun, calma!!!! Respire fundo!! Não estou a dizer que os vossos estudos não têm credibilidade!! Até podem ter. Mas colocar eléctrodos na cabeça das cobaias, nos pulsos, no coração, nos pés e noutros sítios que se lembrem que possa ser uma mais valia, medir a tensão arterial, mostrar rostos a pessoas enamoradas, besuntar uma mulher com feromonas e depois lançá-la às feras (diga-se “aos homens”!) e estudar a reacção de cada um parece-me imensamente emaranhado.
Mais simplesmente, Camões definiu o amor como fogo que arde sem se ver.
Eça dizia que o amor eterno é o amor impossível.
Herculano afirmou que o amor é o elemento primitivo da actividade interior, sendo a causa, o fim e o resumo de todos os defeitos humanos.
Vinicius esperava que o amor não fosse imortal, uma vez que é chama, mas que fosse infinito enquanto durasse.
Chaplin dizia que o amor-perfeito seria a mais bela das frustrações uma vez que está acima do que se pode exprimir.
Poderia estar aqui dias e dias a mostrar-vos definições. Muitos foram aqueles que passaram as suas vidas a tentar defini-lo. Outros nem dormiam porque passavam horas e horas a procurar as palavras certas para o descrever.
Não sei se haverão palavras correctas para esclarecer o que raio é o Amor. Também não sei se haverão palavras para o descrever.
Só sei que qualquer tentativa de definição, explicação ou descrição é, no mínimo, redutora, porque o amor, esse, jamais se definirá!
Um beijo
Rita
O amor.. quemo consegue descrever na realidade????
ResponderEliminarCada um o sente e descreve-o á sua maneira...
Amor uma singela palavra par aum sentimento mundial
Miguel
Julgo que o que resulta da libertação de endorfinas é a paixão, e não o amor. O Amor é algo que é inexplicável, pois são tantas as definições, e cada uma tão inexplicável quanto a anterior. Mas eu acredito no Amor, e acho que é isso que é importante. Acreditar nele, para que enquanto acreditarmos, ele exista.
ResponderEliminarAmor, esse eterno desconhecido que nos acompanha pela vida fora. Como tudo era mais simples se ele não existisse. Por outro lado, caso não existisse, o Mundo era tão diferente: a Literatura, o Cinema, o Teatro, etc. não teriam a sua obra tão extensa! Será por ninguém o conseguir definir?
ResponderEliminar"Bj p/ ti tb."
Carlos Alves