
Olá a todos.
Antes de mais, quero desejar-vos um ano mágico onde o que mais desejamos inconscientemente e a um nível consciente também, se torne uma realidade deliciosa.
Um começo de qualquer coisa é algo estranho. O não saber o que vai acontecer, a incerteza dos dias deixa-me, de certa forma, pensativa.
Claro que já fiz os meus planos e mentalmente escrevi num rascunho que guardei algures na minha memória os objectivos a alcançar.
Não. Não é linear. Mas, sejamos sinceros, o que é linear nesta vida? Nada!
Por isso, desde há muitos anos (Puffff, até parece que sou velha e que tenho imensa experiência e bagagem de vida!!!!) que optei por me deixar levar pelo sabor (e saber!) das ondas.
Dito desta forma até parece que sou uma conformista, que se senta e espera que a maré me leve até terra firme.
Nada disso!!!
Tenho um remo que me auxilia mais do que poderão pensar, mas a maré... Que hei-de dizer?!!!! Gosto de me deixar ir.
Um novo ano, provoca, em mim, uma dualidade de sentimentos. Ora festejamos que nem uns perdidos as 12 badaladas, com a boca cheia de passas (detesto passas!!!! Por isso, optei comer doze amêndoas!!! Se os desejos não se realizarem, já sei!!! A culpa foi das amêndoas!!!!) e ainda temos de fazer malabarismo para conseguir beber champanhe, gritar, mandar serpentinas para cima dos outros, levar com os confettis e rezar que nenhum entre para dentro da boca, beijar quem está junto, ler os sms's que nos entopem o telemóvel, ver o fogo de artificio que pode ser dos momentos mais belos, mas também pode ser uma canseira ou não fosse aquele "pummm, pummmm, pummmm" nos nossos ouvidos... Ora, depois da ressaca da euforia da passagem de ano, pensamos "E agora?". É mais um ano que aí vem!!! Ou melhor, que já chegou!!! Vou fazer 45, 57, 18 (e iupi!!!!!!! Já sou "maior de idade" e posso fazer o que me dá na real gana!!!) ou uma outra idade qualquer. Será o ano em que vou, finalmente, comprar aquela casa? Aquele carro? Será o ano em que vou casar? Ou divorciar? Será que vou mudar de namorado ou namorada? Será que vou ficar sozinha sem relacionamentos sérios, sem ninguém para me chatear? Será o ano em que vou ter um filho? Será o ano em que vou mandar o emprego que tenho às malvas e fazer algo que realmente me complete?? Ou será o ano que não terei coragem (leia-se "tomates") para arriscar?
As perguntas nunca mais acabam. Poderia estar aqui o dia todo a fazer perguntas (Não, não me peçam isso!! Não, já disse. Tenho coisas para fazer! Nomeadamente: dormir e tentar ficar com um aspecto menos assustador!!)
Quanto às respostas, essas não as terão hoje. Amanhã? Talvez!
Resumindo e não concluindo, o que vos quero dizer é que, neste ano, quer tenham dias bons, menos bons, interessantes, aborrecidos, excitantes, lamentáveis, prazerosos, dolorosos, lembrem-se que o dia de amanhã será sempre melhor que o de hoje.
Digam amo-te às pessoas especiais, digam não gosto de ti a quem não gostam mesmo nada. Mandem cartas de amor (ou de desamor!) em vez do confortável e rápido email. Cantem no carro, no duche, na rua. Andem à chuva sem pensar se ficarão ou não constipados. Liguem àquela pessoa de quem têm saudades, marquem um café e acabem a noite num restaurante com uma vista esplêndida a sentir o efeito do vinho corpo acima. Escrevam um livro. Plantem uma flor, façam um graffiti e sintam-no como uma obra de arte. Vão ao cinema ver um qualquer filme, mesmo que seja indicado para menores de 6 anos. Partam estrada fora sem destino certo, sem horas para regressar. Vão à praia em pleno inverno, tomem banho nús e enrolem-se na areia fria como uns croquetes.
...
São infinitas as coisas simples que nos podem roubar um sorriso ou até uma gargalhada!
Mas, não adiem, jamais, a vontade louca de serem felizes.
Sejam-no hoje!
Um beijo
Rita
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