
Haverá pior coisa na vida do que não se poder amar?
Não me refiro a uma qualquer pessoa, mas sim àquela pessoa que amamos, que desejamos ter ao nosso lado, que queremos ver feliz.
Chego à conclusão que amar quem não podemos amar é a maior prisão da vida. É ser livre e não ser. É querer sorrir e não ter como. É ter amor e não o podermos dar.
Claro que, se sempre que gostássemos de alguém o sentimento fosse reciproco seria um aborrecimento. Seria uma vida sem sal, sem pimenta, sem o melhor condimento da vida: piri piri. Um picante delicioso que nos faz querer ser beijados pelos lábios da pessoa que amamos.
Mas e quando a pessoa que amamos não nos pode amar?
Mas e quando a pessoa que amamos não é livre?
Normalmente é aqui que começa o turbilhão de sentimentos complexos.
Ora pensamos que devemos esperar, ora pensamos que devemos deixar o tempo passar, ora pensamos que nos vamos apaixonar, certamente, por uma outra pessoa. Azar seria se esta pessoa nos fizesse lembrar a outra. É o que quase sempre acontece.
-Espera por mim. Disse-me ele.
Esperar?Mas esperar por quem?Esperar pelo quê?Esperar quanto tempo?
Valerá a pena esperar?
A resposta é difícil. Quase que arriscaria a dizer que não há resposta. Mas há.
Já no passado, cometi o erro de esperar. Esperei por aquele que pensei ser o homem da minha vida. Quanta ingenuidade. Mais!!!!Quanta patetice!!!
Ao todo, foram dois anos de espera. Dois anos de sonhos. Dois anos de anseios. Dois anos de querer fazê-lo feliz. Dois anos a esquecer-me de mim!
Até que, estupidamente, acordei do meu estado de estupidez ambulante. Claro que não foi com um toque de magia. Levou o seu tempo.
Perceber que a ilusão do amor deu lugar às desilusões da dor não é tarefa simples, nem tão pouco prazerosa. Arrumar as coisas nas gavetas certas mostrou-se ser um verdadeiro desafio à minha capacidade de resistência. Mas arrumei-o. Fechei a gaveta e simplesmente esqueci-me dela.
Agora tu??!!
Tu és um desafio à minha ousadia!
És o que me faz querer-te e não querer-te. És o que me faz ter a certeza que gosto e que não gosto. És o que me faz querer ter asas e partir. És o que me faz querer estar em silêncio a olhar-te como se mais nada existisse. Mas és também o que me faz sentir que não existes.
Não és livre. Não podes pegar nas asas feitas por nós e voar até te cansares. Não podes ficar até nos fartarmos um do outro. Não... Não... Não...
Costumo dizer que existem duas palavras que por si só ditam o fim de qualquer coisa:
O "mas" e o "não posso". Ah,afinal são três! Já nem contar sei.
Quando alguém vos disser "Amo-te muito... MAS...", esqueçam. Mandem-no/na às malvas.
Amar é amar, sem "mas", sem "porquês", sem "nãos", sem "sim's", sem "isto", sem "aquilo". Ama-se e pronto. Ou como dirás tu: "Ama-se(ponto)!".
Há amores que não se encontram. Ou por circunstâncias da vida ou por adormecimentos forçados e conscientes.
Na vida podemos amar várias pessoas. Com intensidades diferentes, claro, de formas diferentes, mas aquele amor... aquele que nos faz sentir melhores pessoas, que nos faz sentir vivos, que nos faz sentir que caminhamos sobre nuvens de algodão e que nos faz sentir que somos, acima de tudo, grandes amigos e os actores principais da nossa peça de teatro... bem, esse só acontece uma vez na vida.
Sim, sei que muitos de vós irão refilar e discordar do que escrevi.
Mas perdoem-me, esta é apenas a minha opinião e a minha maneira de ver a vida.
Já me apaixonei vezes sem conta. Também já amei. Amei forte e feio. Dei o que tinha e não sei como dei o que não tinha. Mas, acredito que um dia, ainda irei amar mais e mais e bastará um sorriso dele para que tudo ganhe cor e para que tudo faça sentido.
Um beijo
Catita, estou impressionada pelas palavras ditas aqui.....vc escreve muito bem e sabes colocar teus sentimentos a flora!
ResponderEliminarEntra em meu blog e me siga se quiser, serás bem vinda.
Abraços
Andréa - Brasil