domingo, 1 de novembro de 2009

Asas partidas


Este texto que se segue foi escrito durante uma viagem. Estar sentada num banco de comboio a olhar para o infinito da paisagem levou-me estas palavras. Aviso já que o objectivo não era tornar-se num poema ou numa bela prosa... Aliás, o único objectivo das minhas palavras é deixá-las voar dos pensamentos até ao papel...
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As estrelas trazem-te até mim, no meio de uma noite perdida.
Acariciada por uma das fazes da Lua, imaginei o terno beijo em ti dado.
Recordei-me então de um caminho que há muito esqueci.
Onde as memórias cruzaram sabores, cheiros.
Onde um abraço cruza uma outra vida.
Vida que se perdeu na maré das ilusões.
Uma feliz, triste ilusão.
Voei pelas ondas do desejo,
Mergulhei no fogo ardente da paixão,
E foi aí que renasci.
As asas outrora partidas coladas com a força que não tinha
Fizeram-me erguer, fizeram-me voar sem nunca mais parar,
E hoje sou verdadeiramente feliz,
Não tenho o teu amor, mas sou livre.

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