
Tenho uma propensão natural para escrever nos sítios mais invulgares que possam pensar.
Desta vez não escrevi, é certo!Mas o esboço do texto seguinte foi feito nada mais, nada menos debaixo de água. Sim, sei que é estranhíssimo. Mas eu sou estranha, admito. Esboçar um texto sob água?Ainda por cima com cloro e não sei quantos microrganismos? Sim, é de freaks!!!
Passo a explicar.
De vez em quando ou de quando em vez o meu corpo pede-me um tempo de imersão. E não, não há cá desses luxos da hidromassagem, jacuzzi e afins. É mesmo numa piscina com água a uma temperatura, digamos que, pouco morna, para arrefecer corpos ruborizados ou quem sabe almas a fervilhar. E foi aí que esta sopa de palavras começou a ganhar sabor.
Bom apetite!
Ando seca.
Seca de desejar o impossível,
De querer o impensável,
De tornar a ilusão verdade imaterial.
Ando seca.
Seca pelo vazio que ficou,
Seca pela ferida que não mais sarou,
Seca pela mancha do odor que botou.
Ando seca.
Seca pela noite que não termina,
Seca pelo silêncio que não se cala,
Seca pela pessoa que não mais chega.
Ando seca.
E seca ficarei até que tu
Me olhes e me sussurres que,
De seca não tenho nem a alma.
Sem comentários:
Enviar um comentário