
Hoje acordei a pensar em ti.
Minto.
Passei a noite a pensar em ti e o amanhecer foi apenas a continuação desse pensamento que teima em não me largar. Sim, continuo a pensar em ti.
Tentei ler qualquer coisa. Um livro, um jornal diário, outro jornal, uma revista de fofoquices, outra de astrologia, porém todos eles falavam da mesma coisa. De ti.
Foi então que peguei no livro que me ofereceste num qualquer dia, num qualquer mês há um ou dois anos. Não sei precisar o tempo.
À medida que folheio, fecho os olhos e revejo o filme do momento em que mo deste. As cenas passam como se fossem flashes de uma alemã Continette. A película é a preto e branco e as saudades permanecem fechadas numa caixa de madeira, forrada a feltro.
Não sei se um dia vais voltar.
Também não sei se continuarei a esperar.
No meio deste reboliço de emoções, só sei que, hoje, sinto a tua falta.
Quando estamos bem a lembrança é a nossa felicidade, quando não estamos bem a lembrança é a felicidade do sofrimento.
ResponderEliminarPode não voltar, podes não esperar... enquanto te lembras e decides a espera a caixa de madeira, forrada a feltro, vai apodrecendo.
(Adoro este blog)
Grande Rita!