domingo, 1 de novembro de 2009

O tempo somos nós que o fazemos


Um dos meus livros preferidos captou a minha atenção por tão simplesmente, conter na capa uma pergunta à qual não soube responder na altura, continuo sem saber responder actualmente e tenho sérias dúvidas se algum dia saberei a resposta.
À partida é uma pergunta como tantas outras. Mas o que é certo é que aquilo mexeu comigo.
Pousei o livro. Estava decidida a não comprá-lo. Que parvoice!! E logo eu, que não acredito em tretas pseudodenominadas de amor.
Fui à minha vida. Vi e revi "n" livros, mas aquele, o tal que, inconscientemente, me adoptou não me saía da cabeça.
Voltei até ele. Olhei mais uma vez para a capa. Li uma, duas, três, (...) vezes a pergunta e fiquei ali... parva, como se a resposta me caísse do céu.
- Ok, pensei eu. Vou levar-te para casa. Afinal de contas, mais livro, menos livro não faz mal a alguém e até dá uma certa nuance do quão culta sou (ou penso que sou). Ironizei para mim mesma!!!
Não sei precisar quanto tempo estive sem o abrir... Sei que numa noite comecei a olhar para as letras que nele estavam, fui folhando página a página com uma sede diabólica e uma ânsia de encontrar a minha resposta. A tal resposta que não sabia. A tal resposta que continuo sem saber.
Depois de não sei quantas páginas lidas, de lágrimas gastas, estagnei!! Não queria ler mais!! Não, não queria saber como raio terminava aquela história. Afinal, talvez fosse eu mesma que não quisesse saber a resposta.
E ainda hoje não sei. Nem sei se quero saber!
Para os que querem ficar a reflectir, a questão que me invadiu as entranhas foi: "Quanto tempo esperaria pela pessoa que ama?".
Um ano?Dois?Dez?Uma vida?
Quem sabe?Tu sabes?

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